Atualizado: 19/08/2026 às 10:00
Equipe Investimentos Santander
INVESTIMENTOS
Os melhores investimentos para o 2º semestre de 2026: veja quais são
O primeiro semestre de 2026 foi marcado por juros ainda elevados, inflação sob monitoramento, oscilações no câmbio e mudanças importantes no cenário econômico global.
Nesse ambiente, muitos investidores se perguntam: onde vale a pena investir daqui para frente?
Hoje, vamos fazer um balanço do que aconteceu nos primeiros seis meses do ano, entender as principais perspectivas macroeconômicas para o segundo semestre e mostrar quais investimentos podem oferecer as melhores oportunidades em diferentes perfis de risco.
Seja para buscar reduzir o risco, renda recorrente ou potencial de valorização, entender o contexto econômico é o primeiro passo para identificar os melhores investimentos daqui em diante.
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Como foi o 1º semestre no mercado financeiro?
O primeiro semestre de 2026 foi marcado por um cenário de transição no mercado financeiro.
No Brasil, a inflação mostrou sinais de desaceleração, enquanto a taxa Selic segue em patamar elevado, mesmo com os cortes de juros.
A bolsa brasileira alternou momentos de alta e de correção. No exterior, investidores acompanharam as decisões dos principais bancos centrais e os reflexos dos conflitos no mercado.
Esse conjunto de fatores trouxe mais volatilidade, mas também abriu oportunidades para quem manteve a estratégia diversificada e alinhada ao seu perfil de risco.
Esse conjunto de fatores trouxe mais volatilidade, mas também abriu oportunidades para quem manteve a estratégia diversificada e alinhada ao seu perfil de risco.
Ibovespa e dólar
O primeiro semestre de 2026 foi marcado por fortes oscilações no mercado brasileiro, mas terminou com resultado positivo para o Ibovespa.
O principal índice da bolsa acumulou alta de 6,76%, encerrando junho aos 172.024 pontos, praticamente empatado com o CDI (+6,84%).
O principal índice da bolsa acumulou alta de 6,76%, encerrando junho aos 172.024 pontos, praticamente empatado com o CDI (+6,84%).
Início promissor
No início do ano, o mercado viveu um forte movimento de valorização, levando o Ibovespa ao recorde histórico de 199.354 pontos em abril.
O desempenho mensal mostra bem essa trajetória: janeiro teve forte alta de 12,56%, seguido por fevereiro com +4,09%.
Esse avanço foi impulsionado pela entrada de capital estrangeiro em mercados emergentes, pela valorização do real e pelo otimismo com o ciclo de commodities.
Além disso, as expectativas por cortes na Selic também estavam no radar e ajudaram no impulso do mercado doméstico.
O desempenho mensal mostra bem essa trajetória: janeiro teve forte alta de 12,56%, seguido por fevereiro com +4,09%.
Esse avanço foi impulsionado pela entrada de capital estrangeiro em mercados emergentes, pela valorização do real e pelo otimismo com o ciclo de commodities.
Além disso, as expectativas por cortes na Selic também estavam no radar e ajudaram no impulso do mercado doméstico.
Reversão do cenário de alta
A partir de março, porém, o cenário mudou rapidamente. No terceiro mês do ano, começou a correção, com –0,70%; abril ficou praticamente estável em –0,08%; maio registrou queda de –7,22%; e junho fechou com –1,01%.
A saída agressiva de recursos externos, o choque nos preços do petróleo e a deterioração das expectativas fiscais provocaram uma forte liquidação, fazendo o índice voltar para níveis abaixo dos 170 mil pontos e apagando boa parte dos ganhos acumulados.
A saída agressiva de recursos externos, o choque nos preços do petróleo e a deterioração das expectativas fiscais provocaram uma forte liquidação, fazendo o índice voltar para níveis abaixo dos 170 mil pontos e apagando boa parte dos ganhos acumulados.
Já o dólar encerrou o semestre cotado a R$5,1628, com queda acumulada de 5,94% no ano.
O fluxo estrangeiro também reforça a importância desse movimento. Até junho, a entrada líquida de recursos externos na bolsa brasileira somou US$ 17,78 bilhões, o melhor primeiro semestre desde 2018 e o segundo maior resultado da última década.
Isso ajudou a impulsionar algumas bolsas emergentes, mas a maior aversão ao risco global no fim do semestre reduziu parte desse entusiasmo.
Isso ajudou a impulsionar algumas bolsas emergentes, mas a maior aversão ao risco global no fim do semestre reduziu parte desse entusiasmo.
Bolsas nos EUA
O primeiro semestre de 2026 também foi marcado por forte volatilidade nas principais bolsas do mundo.
Nos Estados Unidos, os índices S&P 500, Nasdaq e Dow Jones alternaram períodos de alta e correção, influenciados principalmente pelas expectativas sobre os juros americanos, pela desaceleração da inflação e pelos resultados das grandes empresas de tecnologia, o que despertou interesse de mais e mais investidores de longo prazo.
No fim de junho, os índices S&P 500 e Nasdaq registram o melhor trimestre desde 2020, apesar da guerra dos Estados Unidos com o Irã.
Nos Estados Unidos, os índices S&P 500, Nasdaq e Dow Jones alternaram períodos de alta e correção, influenciados principalmente pelas expectativas sobre os juros americanos, pela desaceleração da inflação e pelos resultados das grandes empresas de tecnologia, o que despertou interesse de mais e mais investidores de longo prazo.
No fim de junho, os índices S&P 500 e Nasdaq registram o melhor trimestre desde 2020, apesar da guerra dos Estados Unidos com o Irã.
Taxa Selic e juros nos EUA
No Brasil, o Copom começou 2026 mantendo a taxa Selic em 15,00% ao ano, nível que já vinha desde meados de 2025 e representava o maior patamar em quase duas décadas.
A partir de março, iniciou um ciclo gradual de cortes consecutivos de 0,25 ponto percentual cada.
Essas decisões refletiram a desaceleração da inflação, embora o Banco Central tenha mantido um tom cauteloso diante das incertezas fiscais e do cenário internacional.
Nos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed) manteve os juros na faixa de 3,5% a 3,75% ao ano durante todo o primeiro semestre de 2026.
O banco central americano optou por não realizar cortes, argumentando que ainda precisava de mais evidências de desaceleração consistente da inflação.
Nos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed) manteve os juros na faixa de 3,5% a 3,75% ao ano durante todo o primeiro semestre de 2026.
O banco central americano optou por não realizar cortes, argumentando que ainda precisava de mais evidências de desaceleração consistente da inflação.
Reunião
Selic
Faixa de juros do Fed
Janeiro
15,00%
3,5%–3,75%
Março
14,75%
3,5%–3,75%
Maio
14,50%
3,5%–3,75%
Junho
14,25%
3,5%–3,75%
Julho
14,00%
3,5%–3,75%
Assim, este cenário ajudou a manter a atenção dos investidores sobre o diferencial de juros entre os dois países e seus efeitos sobre o câmbio e o fluxo de capitais.
SAIBA MAIS:
High yield x high grade: como aprimorar sua carteira de investimentos?
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O que esperar do 2º semestre?
No segundo semestre de 2026, o investidor deve esperar um cenário de volatilidade e aversão ao risco, impulsionado pela combinação de pressões inflacionárias globais, conflitos e incertezas políticas domésticas.
Os principais pontos de atenção serão:
Os principais pontos de atenção serão:
1. Geopolítica e energia: acompanhar os desdobramentos dos conflitos no Oriente Médio. A instabilidade impacta diretamente os preços do petróleo e o fluxo pelo Estreito de Ormuz. Isso tende a gerar choques na inflação global e pode impactar em restrições monetárias prolongadas por parte dos bancos centrais.
2. Eleições no Brasil: monitorar a corrida presidencial brasileira. O período eleitoral historicamente acentua a oscilação do Ibovespa e pressiona o dólar. Também intensifica os ruídos sobre a responsabilidade fiscal e os gastos públicos pós-pleito.
3. Pouso suave ou juros em alta: notar o ritmo de desaceleração das principais economias mundiais. A dinâmica do mercado de trabalho norte-americano e o ritmo de manutenção ou aumento de juros pelo Fed ditarão o fluxo de capital estrangeiro para dentro ou fora de mercados emergentes como o Brasil.
4. Macroeconomia e clima: observar o comportamento da taxa Selic (projetada em patamares restritivos elevados) e o risco inflacionário do IPCA. Este último é agravado pela alta probabilidade de um fenômeno El Niño histórico, que ameaça a safra agrícola e eleva os preços dos alimentos.
5. China e commodities: monitorar o ritmo de crescimento do PIB da China e suas reformas estruturais no setor imobiliário e tecnológico. Uma expansão chinesa mais fraca ou focada apenas em consumo interno reduz a demanda global por matérias-primas. Isso afeta diretamente as exportações brasileiras de minério de ferro e soja, impactando negativamente a balança comercial e as grandes empresas de commodities da bolsa brasileira.
2. Eleições no Brasil: monitorar a corrida presidencial brasileira. O período eleitoral historicamente acentua a oscilação do Ibovespa e pressiona o dólar. Também intensifica os ruídos sobre a responsabilidade fiscal e os gastos públicos pós-pleito.
3. Pouso suave ou juros em alta: notar o ritmo de desaceleração das principais economias mundiais. A dinâmica do mercado de trabalho norte-americano e o ritmo de manutenção ou aumento de juros pelo Fed ditarão o fluxo de capital estrangeiro para dentro ou fora de mercados emergentes como o Brasil.
4. Macroeconomia e clima: observar o comportamento da taxa Selic (projetada em patamares restritivos elevados) e o risco inflacionário do IPCA. Este último é agravado pela alta probabilidade de um fenômeno El Niño histórico, que ameaça a safra agrícola e eleva os preços dos alimentos.
5. China e commodities: monitorar o ritmo de crescimento do PIB da China e suas reformas estruturais no setor imobiliário e tecnológico. Uma expansão chinesa mais fraca ou focada apenas em consumo interno reduz a demanda global por matérias-primas. Isso afeta diretamente as exportações brasileiras de minério de ferro e soja, impactando negativamente a balança comercial e as grandes empresas de commodities da bolsa brasileira.
Portanto, a prioridade para o período deve ser a proteção patrimonial por meio de uma ampla diversificação.
Quais são os melhores investimentos para o 2º semestre de 2026?
Considerando o que vimos até aqui, o segundo semestre tende a ser marcado por um cenário de mais seletividade e maior sensibilidade às notícias econômicas, eleitorais e fiscais.
Os melhores investimentos tendem a ser aqueles capazes de aproveitar os juros altos sem abrir mão de oportunidades na bolsa e no exterior.
O cenário-base para o período é:
Os melhores investimentos tendem a ser aqueles capazes de aproveitar os juros altos sem abrir mão de oportunidades na bolsa e no exterior.
O cenário-base para o período é:
• Selic em trajetória gradual de queda, mas com risco de pausa.
• Renda fixa ainda muito competitiva.
• Bolsa com oportunidades, mas com volatilidade.
• Dólar oscilando conforme fluxo externo e cenário fiscal.
• Fed ainda cauteloso e incerto sobre manutenção ou elevação de juros. Cortes se tornaram menos prováveis.
• Renda fixa ainda muito competitiva.
• Bolsa com oportunidades, mas com volatilidade.
• Dólar oscilando conforme fluxo externo e cenário fiscal.
• Fed ainda cauteloso e incerto sobre manutenção ou elevação de juros. Cortes se tornaram menos prováveis.
Estratégia mais equilibrada: manter a carteira diversificada, combinando renda fixa de qualidade com exposição moderada à bolsa, aproveitando tanto os juros elevados quanto possíveis recuperações do mercado de renda variável.
1. Renda Fixa segue atrativa
A renda fixa continua sendo uma das principais potenciais escolhas para o investidor em 2026. Mesmo com a Selic em queda, os juros ainda estão em patamar historicamente elevado.
Neste contexto, Tesouro Selic, CDBs, LCIs/LCAs e títulos atrelados ao IPCA podem seguir oferecendo retornos atrativos, com menor risco e boa previsibilidade, além de crédito privado de grandes empresas.
Além disso, caso a Selic continue caindo gradualmente, títulos prefixados e IPCA+ podem ganhar valor ao longo do semestre.
2. Renda Variável abre oportunidades
Após a correção recente do Ibovespa, algumas ações voltaram a negociar em preços mais atrativos. O mercado e os investidores monitoram a melhora nas expectativas fiscais, bons resultados nas temporadas de balanços e continuidade da entrada de capital estrangeiro.
Empresas dos setores financeiro, energia, saneamento e commodities podem se beneficiar tanto da recuperação da atividade econômica quanto da continuidade do fluxo estrangeiro para o Brasil.
Ponto de atenção: a volatilidade deve permanecer elevada, especialmente em períodos de divulgação de eleições, dados de inflação, Selic, atividade econômica e contas públicas.
Empresas dos setores financeiro, energia, saneamento e commodities podem se beneficiar tanto da recuperação da atividade econômica quanto da continuidade do fluxo estrangeiro para o Brasil.
Ponto de atenção: a volatilidade deve permanecer elevada, especialmente em períodos de divulgação de eleições, dados de inflação, Selic, atividade econômica e contas públicas.
3. Fundos de investimento ajudam a diversificar
Os fundos podem ser uma alternativa interessante para quem busca diversificação e gestão profissional.
Fundos de renda fixa, multimercados e fundos de ações podem ajudar a equilibrar a carteira em um período de incertezas econômicas.
Fundos de renda fixa, multimercados e fundos de ações podem ajudar a equilibrar a carteira em um período de incertezas econômicas.
4. Investimentos internacionais seguem como destaques
Manter parte do patrimônio atrelado ao exterior continua sendo uma forma importante de diversificação.
ETFs globais, fundos internacionais e BDRs de empresas estrangeiras permitem acesso a setores como tecnologia, inteligência artificial e saúde, além de reduzir a dependência do cenário brasileiro.
A exposição ao exterior, mesmo com o dólar em queda no início do ano, protege a carteira contra oscilações cambiais e incertezas econômicas locais.
Risco principal: uma piora no cenário fiscal brasileiro ou um aumento da aversão ao risco global pode voltar a pressionar o câmbio.
ETFs globais, fundos internacionais e BDRs de empresas estrangeiras permitem acesso a setores como tecnologia, inteligência artificial e saúde, além de reduzir a dependência do cenário brasileiro.
A exposição ao exterior, mesmo com o dólar em queda no início do ano, protege a carteira contra oscilações cambiais e incertezas econômicas locais.
Risco principal: uma piora no cenário fiscal brasileiro ou um aumento da aversão ao risco global pode voltar a pressionar o câmbio.
5. Previdência privada
Diante de tantas incertezas com eleições, inflação e conflitos globais, a previdência privada pode funcionar como uma âncora e estratégia de inteligência fiscal para o seu bolso.
Ela permite que você atravesse esses momentos de tempestade, delegando a gestão do dinheiro a profissionais que ajustam os investimentos diariamente.
Assim, você aproveita vantagens que a modalidade oferece, como benefícios tributários, organização da sucessão patrimonial, aposentadoria e sucessão, flexibilidade de aportes e disciplina na formação de patrimônio.
Saiba mais no vídeo a seguir:
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Portanto, é uma das ferramentas ideais para diversificar mais suas aplicações: você protege o seu patrimônio das oscilações de curto prazo e garante que o tempo e os juros compostos trabalhem exclusivamente a favor da sua liberdade financeira.
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Importante: O material apresentado não é um relatório de análisede valores mobiliários conforme Resolução CVM nº 20. Os investimentos e ativosmencionados neste material não constituem garantia de ganhos, recomendação decompra e não refletem diretamente a opinião dos nossos Analistas. Paraorientação adequada, consulte um Assessor de Investimentos autorizado. OSantander não se responsabiliza por decisões de investimento tomadas com baseneste conteúdo, nem por quaisquer prejuízos, diretos ou indiretos, resultantesdo uso indevido deste material. Os instrumentos financeiros discutidosneste material podem não ser adequados para todos os investidores. Estematerial não leva em consideração os objetivos de investimento, situaçãofinanceira ou necessidades específicas de qualquer investidor. Qualquerinformação contemplada neste material deve ser confirmada quanto às suascondições, antes da conclusão de qualquer negócio. Os investidores devem obterorientação financeira independente, com base em suas características pessoais,antes de tomar uma decisão de investimento.

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