5 min de leitura
Atualizado: 24/02/2026 às 17:20
Equipe Investimentos Santander
INVESTIMENTOS
Quais são as perspectivas para a Bolsa de Valores em 2026?
Depois de um período marcado por volatilidade, mudanças nos juros e incertezas globais, muitos investidores se perguntam: o que esperar da Bolsa de Valores em 2026?
O novo ano traz um cenário que combina desafios e oportunidades, exigindo mais critério na escolha dos ativos e uma leitura atenta do ambiente econômico.
Neste conteúdo, você vai entender quais são as principais perspectivas para o mercado acionário em 2026, quais fatores podem influenciar o desempenho da Bolsa e quais investimentos aparecem com potencial para serem os mais promissores, segundo Analistas do Santander.
De forma clara e direta, o objetivo é ajudar investidores de qualquer nível a tomar decisões mais conscientes, alinhando estratégia, risco e potencial de retorno.
Neste conteúdo, você vai entender quais são as principais perspectivas para o mercado acionário em 2026, quais fatores podem influenciar o desempenho da Bolsa e quais investimentos aparecem com potencial para serem os mais promissores, segundo Analistas do Santander.
De forma clara e direta, o objetivo é ajudar investidores de qualquer nível a tomar decisões mais conscientes, alinhando estratégia, risco e potencial de retorno.
Como foi 2025 na Bolsa de Valores?
O ano de 2025 foi marcante para a Bolsa de Valores brasileira, consolidando-se como um período de forte recuperação, desempenho expressivo da Renda Variável e entregou retornos robustos aos investidores, mesmo em um ambiente desafiador, com a taxa Selic elevada em 15% ao ano.
O Ibovespa avançou 33,95% no ano passado e ultrapassou os 160 mil pontos pela primeira vez. O movimento ganhou ainda mais relevância após 15 pregões consecutivos de alta em novembro, uma sequência rara, observada anteriormente apenas em 1994.
Não foi um fenômeno isolado: índices como IBRX 100, IBRX 50, Small Caps, IDIV e IFIX também encerraram o ano com valorizações superiores a 20%, refletindo um avanço consistente e disseminado do mercado.
Observe:
O Ibovespa avançou 33,95% no ano passado e ultrapassou os 160 mil pontos pela primeira vez. O movimento ganhou ainda mais relevância após 15 pregões consecutivos de alta em novembro, uma sequência rara, observada anteriormente apenas em 1994.
Não foi um fenômeno isolado: índices como IBRX 100, IBRX 50, Small Caps, IDIV e IFIX também encerraram o ano com valorizações superiores a 20%, refletindo um avanço consistente e disseminado do mercado.
Observe:
O desempenho passado não assegura lucros futuros.
O interesse por esses papéis evidencia uma combinação de busca por empresas sólidas, geração de caixa e potencial de crescimento.
A valorização da Bolsa brasileira ocorreu em sintonia com um movimento mais amplo de apreciação dos mercados emergentes.
Entre os principais fatores que impulsionaram esse desempenho estão:
A valorização da Bolsa brasileira ocorreu em sintonia com um movimento mais amplo de apreciação dos mercados emergentes.
Entre os principais fatores que impulsionaram esse desempenho estão:
- Melhora das expectativas macroeconômicas.
- Queda dos juros nos Estados Unidos.
- Expectativa de cortes na taxa de juros no Brasil.
- Valuation atrativo das ações brasileiras, ainda negociadas abaixo dos níveis pré-pandemia.
- Resiliência do Brasil frente às tensões comerciais com os EUA.
- Retomada gradual da confiança de investidores locais e estrangeiros.
- Ruídos políticos na América do Norte que favoreceram a realocação de capital para países emergentes.
Esse ambiente positivo também se refletiu no aumento da participação do investidor pessoa física. Em 2025, segundo a B3, o número de CPFs com investimentos em Renda Variável na B3 alcançou 5,4 milhões, um crescimento de 28,5% desde 2021.
O volume financeiro movimentado por esses investidores chegou a R$ 517,3 bilhões em ações, alta de 2,3%, reforçando o papel cada vez mais relevante do investidor individual no mercado brasileiro.
O volume financeiro movimentado por esses investidores chegou a R$ 517,3 bilhões em ações, alta de 2,3%, reforçando o papel cada vez mais relevante do investidor individual no mercado brasileiro.
Perspectivas para 2026
Assim sendo, 2025 foi um ano de virada para a Bolsa de Valores, marcado por fortes ganhos, maior participação dos investidores e um cenário que recolocou o mercado acionário brasileiro no radar global.
Para 2026, a Bolsa de Valores começa com uma perspectiva otimista. Segundo nossa equipe de Análise, o Ibovespa está negociando com um valuation descontado, a 9,2 vezes o Preço/Lucro projetado para os próximos 12 meses.
Esse patamar está abaixo tanto da média histórica dos últimos dez anos (10,5 vezes) quanto dos múltiplos observados em outros mercados da América Latina.
Adicionalmente, o interesse de investidores estrangeiros no Brasil segue alto (entrada líquida de R$ 2 bilhões em novembro).
Para 2026, a Bolsa de Valores começa com uma perspectiva otimista. Segundo nossa equipe de Análise, o Ibovespa está negociando com um valuation descontado, a 9,2 vezes o Preço/Lucro projetado para os próximos 12 meses.
Esse patamar está abaixo tanto da média histórica dos últimos dez anos (10,5 vezes) quanto dos múltiplos observados em outros mercados da América Latina.
Adicionalmente, o interesse de investidores estrangeiros no Brasil segue alto (entrada líquida de R$ 2 bilhões em novembro).
O que mais podemos esperar?
Nos primeiros dois meses do ano, o momento de alta se sustentava. No pregão do dia 24 de fevereiro, o índice superou os 191 mil pontos, marcando o 13º recorde desde 14 de janeiro.
Para este ano, os principais pontos de destaque são:
Para este ano, os principais pontos de destaque são:
- 1. Cenário de juros em transição: tendência de queda gradual da taxa Selic, favorecendo ações e ativos de risco.
- 2. Renda Variável ainda atrativa: com a compressão dos juros, o investidor tende a buscar maior retorno na Bolsa, somando-se a entrada do capital estrangeiro.
- 3. Foco em empresas lucrativas e com caixa forte: mercado mais seletivo, premiando fundamentos sólidos.
- 4. Continuidade do interesse estrangeiro: Brasil segue com valuation atrativo frente a outros mercados emergentes.
- 5. Setores cíclicos em destaque: bancos, consumo, construção e indústria podem se beneficiar do novo ciclo econômico expansionista (redução da Selic).
- 6. Dividendos ganham relevância: empresas pagadoras de proventos seguem no radar em um cenário de transição monetária.
- 7. Volatilidade ainda presente: ruídos fiscais, políticos e externos devem gerar oscilações ao longo do ano.
- 8. Período eleitoral: no segundo semestre, ocorrem as eleições presidenciais, para governadores e poder legislativo no Brasil.
- 9. Crescimento gradual do investidor pessoa física: maior participação e volume negociado na B3.
- 10. Small caps com potencial, mas maior risco: podem se destacar se o ambiente doméstico melhorar, exigindo gestão de risco.
Com isso, estratégia e diversificação serão decisivas. Apesar dos riscos fiscais e da volatilidade eleitoral, ainda deve-se almejar um portfólio de ativos variado, aproveitando o potencial de ganhos com riscos controlados, investindo em empresas brasileiras, commodities e ativos menos arriscados.
Melhores Investimentos na Bolsa de Valores para 2026
Para o investidor de longo prazo, o sucesso reside na antecipação dos grandes movimentos do mercado, baseada na análise do ciclo econômico, e não na reação às flutuações diárias.
Entre os setores, destacam-se:
Entre os setores, destacam-se:
- Baixa volatilidade e dividendos atrativos: energia elétrica (com valuations razoáveis e um perfil de baixo risco) e telecomunicações.
- Teses estruturais de crescimento: setores de tecnologia e saúde privada.
- Commodities: teses dos setores de proteína, bens de capital, mineração e petróleo.
- Companhias cíclicas domésticas e sensíveis a juros: setor de construção civil (em especial nos segmentos de média/alta renda e baixa renda), concessões, mercado de capitais e shoppings.
Quer saber em quais ações específicas investir nessas classes e setores? Acesse relatório com os Melhores Investimentos de 2026 na íntegra:
Importante: O material apresentado não é um relatório de análise de valores mobiliários conforme Resolução CVM nº 20. Os investimentos e ativos mencionados neste material não constituem garantia de ganhos, recomendação de compra e não refletem diretamente a opinião dos nossos Analistas. Para orientação adequada, consulte um Assessor de Investimentos autorizado. O Santander não se responsabiliza por decisões de investimento tomadas com base neste conteúdo, nem por quaisquer prejuízos, diretos ou indiretos, resultantes do uso indevido deste material. Os instrumentos financeiros discutidos neste material podem não ser adequados para todos os investidores. Este material não leva em consideração os objetivos de investimento, situação financeira ou necessidades específicas de qualquer investidor. Qualquer informação contemplada neste material deve ser confirmada quanto às suas condições, antes da conclusão de qualquer negócio. Os investidores devem obter orientação financeira independente, com base em suas características pessoais, antes de tomar uma decisão de investimento.






