Melhores Investimentos 2026

Acesse estratégias e recomendações do Santander.

investimentos antes do ano acabar
INVESTIMENTOS
Hawkish x dovish: como a política monetária do Fed afeta o seu dinheiro?
Na economia, nos mercados financeiros e nos investimentos, o touro e o urso representam mercados de alta e baixa. Já o falcão (hawk) e a pomba (dove) também são usados, indicando a postura da autoridade monetária dos Estados Unidos quanto à política fiscal e monetária.
Uma postura hawkish é caracterizada pela elevação de juros e contração monetária. Já a política dovish é marcada pela redução de juros e expansão da oferta de moeda. 

Neste artigo, você vai entender o que as diferencia, bem como quando o FOMC (Federal Open Market Committee) as adota e como isso afeta sua carteira de investimentos de longo prazo.
Como o Fed atua na economia dos Estados Unidos?
Para entender as posturas hawkish e dovish, é essencial conhecer as políticas fiscal, cambial e monetária. 

Não somente o governo, em termos de gastos públicos, mas também a autarquia monetária americana usam mecanismos e instrumentos próprios para guiar a economia e fazer ajustes, sobretudo nos casos de alta da inflação e/ou necessidade de estímulo ao crescimento

Basicamente, isso é orientado por três tipos de política:
Política fiscal
A política fiscal é a gestão das receitas e despesas do governo (metas fiscais), representando o resultado monetário da diferença entre arrecadação e gastos. 

Em grandes economias, nos Estados Unidos, as metas fiscais, componente essencial do tripé macroeconômico (câmbio flutuante e metas de inflação), são cruciais para o crescimento saudável.
Política cambial
A política cambial, definida pela autoridade monetária, estabelece o regime de taxas de câmbio (flutuante, fixo ou administrado) e regula as operações.

Em resumo, define as regras financeiras entre a economia local e o mercado externo, incluindo a atuação da autoridade monetária do país no mercado de câmbio por meio de leilões de moedas e contratos futuros, normas de movimentação de divisas e a gestão da reserva internacional.
Política monetária
A política monetária visa manter a inflação sob controle e dentro de uma meta pré-definida. Nos Estados Unidos, isso é feito pelo FOMC (Federal Open Market Committee), um comitê especial do Fed para as definições da taxa de juros do país.

A cada 45 dias, esse comitê opta por aumentar, reduzir ou manter os juros para controlar o "custo do dinheiro" e a liquidez no sistema financeiro.

Aqui está o ponto principal, pois, ao fazer isso, o Sistema de Reserva Federal pode adotar posturas mais ou menos agressivas em suas decisões.
SAIBA MAIS:
Fed reduz juros nos EUA após quase um ano. Como ficam os investimentos?
O que é a política hawkish?
As posturas hawkish e dovish do Fed terão muito a ver com a forma com que a entidade e o governo enxergam e atuarão na economia, especialmente nas políticas monetária e fiscal, respectivamente.
A conduta hawkish indica a intenção do FOMC em optar por taxas de juros mais altas e, dessa maneira, manter a inflação sob controle.
Em outras palavras, aqui, a preocupação maior é com o aumento dos preços e como isso pode ser nocivo à economia no momento, mais até que o aumento do desemprego.
Os juros mais altos dificultam o acesso ao crédito e pressionam os salários e o consumo, forçando os preços para baixo.

Com os juros mais altos, também há o fortalecimento da moeda nacional, uma vez que o investimento fica mais atrativo aos estrangeiros.

Resumidamente, durante uma política hawkish, você notará as seguintes características:
  • Juros mais altos: elevação da taxa básica de juros para induzir a redução na oferta de moeda.
  • Maior controle fiscal: aperto nas contas públicas, evitando novos gastos do governo, que podem acabar por adicionar mais dinheiro em circulação, além da questão tributária que pode aumentar as receitas públicas ou os cortes para reduzir despesas.
  • Maior desemprego: juros elevados reduzem a atividade econômica, inibindo novas contratações e fechando postos de trabalho.
  • Venda de títulos públicos: por meio da venda de títulos públicos com juros mais altos, o governo “enxuga” parte do dinheiro em circulação e, consequentemente, da economia.
Recentemente, o mundo passou por cenários inflacionários em diversos países por alguns motivos, tais como: reabertura no pós-vacinação, gargalos nas cadeias de suprimentos, guerras e conflitos, crise dos contêineres e portos, entre outros. 

Nesse sentido, diversos Bancos Centrais pelo mundo passaram a elevar suas taxas de juros para conter a inflação que voltou a subir a níveis históricos.

O Federal Reserve dos EUA, um dos mais importantes, teve sua política hawkish acompanhada de perto pelos investidores a fim de avaliar como as elevações dos juros e as compras e vendas de títulos públicos (treasuries) serão eficazes, rápidas ou tardias no combate à inflação.

Veja o histórico recente das alterações da taxa de juros nos EUA:
O que é a política dovish?
No lado oposto, temos a postura dovish que, por sua vez, apresenta características mais expansionistas e voltadas à manutenção/expansão da atividade econômica.
A conduta dovish representa o intuito de promover cortes na taxa de juros, ou seja, uma política de expansão monetária e acesso ao crédito.
A intenção principal aqui é aquecer a atividade econômica, melhorar as condições produtivas das empresas e do consumo das famílias, bem como estimular a geração de empregos

Por isso, com os juros mais baixos, tomar empréstimos e fazer financiamentos fica mais fácil e mais barato.

Esse tipo de conduta é adotada principalmente em períodos de recessão ou baixíssima atividade econômica, quando há altos níveis de desemprego, baixa produção e consumo.

Em síntese, a postura dovish apresenta as seguintes medidas:
  • Juros mais baixos: redução da taxa de juros para induzir o aumento na oferta de moeda e acesso ao crédito.
  • Mais gastos do governo: o governo pode realizar mais gastos e obras públicas como medida de estímulo econômico. Nesse caso, o mercado também acompanha se tal decisão não vai comprometer o equilíbrio fiscal. 
  • Incentivos: pode haver desonerações e incentivos por meio de subsídios à cadeia produtiva.
  • Menor desemprego: juros baixos incentivam a atividade econômica, fortalecendo as contratações e a abertura novos postos de trabalho.️
  • Compra de títulos públicos: com a compra de títulos públicos, o governo “injeta” mais dinheiro em circulação no sistema econômico.
Por outro lado, pode ocorrer o enfraquecimento da moeda nacional, já que, nessas condições, o investidor estrangeiro pode encontrar remunerações mais atrativas em outros países.
Como as decisões hawkish e dovish afetam seus investimentos?
Dessa maneira, as condutas hawkish e dovish vão afetar diretamente a atratividade e a rentabilidade de certos tipos de investimentos.
Com os juros mais altos, os investimentos de renda fixa se tornam mais rentáveis. No cenário inverso, as aplicações expostas ao risco são as mais procuradas.
Confira, na tabela abaixo, quais são os investimentos mais procurados em cada situação:
Taxa de juros em alta
Taxa de juros em baixa
Títulos públicos e privados
Fundos de renda fixa
CDBs
ETFs
FIIs de papel com portfólio exposto às  variações da taxa DI
Aplicações remuneradas a 100% do CDI ou mais, a considerar o risco.
Fundos de ações e multimercados
Hawkish x dovish: como o Fed e o Copom devem se comportar em 2026?
À luz do conceito hawkish x dovish, 2026 tende a ser um ano de transição e cautela, tanto nos EUA quanto no Brasil.
Fed (EUA): viés levemente dovish, com freio de mão puxado
Depois de um ciclo longo de juros altos para domar a inflação, o Fed deve adotar, em 2026, menos contracionista (dovish), com espaço para cortes graduais de juros, desde que a inflação siga controlada e o mercado de trabalho esfrie sem colapsar.

Mas atenção: não é uma estratégia expansionista sem critérios.

O Fed deve agir com extrema cautela, especialmente em momentos de incertezas, pronto para endurecer o discurso (hawkish) e segurar os cortes de juros, isso se a inflação dar sinais de que vai acelerar. 

O foco será evitar erros, ou seja, nem apertar demais, nem soltar cedo demais.
Copom (Brasil): mais dovish, porém dependente do fiscal
No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) tende a ser mais claramente dovish em 2026, com continuidade ou consolidação do ciclo de queda da Selic.

A inflação mais comportada e o efeito defasado dos juros altos abrem espaço para isso.

Na visão do comitê, os grandes riscos estão fora da atuação direta do Banco Central, ou seja, os gastos do governo e o cenário político. 

Se houver desancoragem das expectativas ou ruído nas contas públicas, o Copom pode rapidamente endurecer o tom mesmo sem subir juros.

Observe a variação da meta da taxa Selic nos últimos anos:
Desse modo, segundo os especialistas do Santander, a mensagem-chave é que 2026 não é ano de apostas radicais, e sim de ajustes finos, leitura constante de dados e gestão de risco.

Quem entende o tom do Fed e demais autoridades monetárias globais sai na frente. Com essa perspectiva, nossos Analistas monitoram o mercado com atenção, identificando oportunidades de maneira rigorosa.
Para dar suporte a essa análise, elaboramos um relatório com as nossas recomendações, detalhando as melhores oportunidades e os riscos que merecem cautela neste momento. Acesse agora:
Importante: O material apresentado não é um relatório de análise de valores mobiliários conforme Resolução CVM nº 20. Os investimentos e ativos mencionados neste material não constituem garantia de ganhos, recomendação de compra e não refletem diretamente a opinião dos nossos Analistas. Para orientação adequada, consulte um Assessor de Investimentos autorizado. O Santander não se responsabiliza por decisões de investimento tomadas com base neste conteúdo, nem por quaisquer prejuízos, diretos ou indiretos, resultantes do uso indevido deste material.Os instrumentos financeiros discutidos neste material podem não ser adequados para todos os investidores. Este material não leva em consideração os objetivos de investimento, situação financeira ou necessidades específicas de qualquer investidor. Qualquer informação contemplada neste material deve ser confirmada quanto às suas condições, antes da conclusão de qualquer negócio. Os investidores devem obter orientação financeira independente, com base em suas características pessoais, antes de tomar uma decisão de investimento.
RECOMENDAÇÃO MENSAL
Oportunidades ideais para você diversificar seus investimentos
Nossos especialistas avaliam o mercado para recomendar os produtos adequados para sua estratégia e fortalecer a diversificação do seu portfólio.
Baixar Recomendação
Diversifique sua carteira com o nosso portfólio
Conheça nossos produtos e encontre as oportunidades de investimentos disponíveis para você.
Acessar portfólio
Fundos
Diferentes alternativas para você investir de acordo com o seu perfil de risco, com exposição a ativos de Renda Fixa, multimercado, cambial, ações e mais.
Contas de investimentos no exterior
Invista no exterior com a sofisticação do Santander Miami e atendimento em português. Fale com seu especialista.
Ações
Invista em Renda Variável e seja sócio de uma grande
empresa, aumentando as possibilidades de ganho a longo prazo.
Renda Fixa
Modalidade de investimentos ideal para investidores que procuram rendimentos mais estáveis e seguros.
Renda Variável
Investimento que, como o próprio nome já diz, não garante um retorno previsível, podendo ter alta ou baixa rentabilidade.
Crédito Privado
Investimento em Renda Fixa proveniente de títulos emitidos por empresas com a finalidade de obter financiamento para suas operações.
Outros produtos
Diversifique seu portfólio com o nível de risco adequado para você e conheça ativos como commodities, moedas, ativos internacionais etc.
Veja a última recomendação:
Invista com a gente!
Aponte a câmera do seu celular e escaneie o QR Code para acessar nossa experiência digital agora mesmo.
Aqui, você encontra investimentos para você construir, ampliar e diversificar o seu patrimônio.
Acessar Portal