Atualizado: 02/10/2026 às 14:00
Equipe Investimentos Santander
INVESTIMENTOS
Cenário Doméstico e Internacional | Outubro 2026
O mês de setembro foi marcado pela continuidade do rali dos ativos domésticos (ações, real, juros futuros) na primeira quinzena. Já na segunda metade do mês, o ambiente externo ganhou maior protagonismo na formação dos preços, em meio à alta do petróleo, ao aperto das condições financeiras nos Estados Unidos e às tensões geopolíticas.
Alta no Ibovespa, quedas internacionais
Ainda assim, o Ibovespa acumulou alta de 5,03% no mês, sustentado também pela entrada de recursos estrangeiros, com R$ 8,8 bilhões em compras líquidas até o último dia 29.
As bolsas internacionais, por outro lado, tiveram desempenho negativo.
Na Europa, os índices acumularam quedas de 3,5% (média do FTSE, CAC e DAX), enquanto na China o Shanghai Composto recuou 3,61%.
Já nos EUA, o S&P 500 registrou leve recuo de 0,45%, enquanto o Dow Jones, com menor concentração em empresas de tecnologia, realizou 4,29%.
No mercado de commodities, o petróleo foi novamente destaque: após o Brent encerrar agosto próximo da estabilidade, a commodity avançou cerca de 13% em setembro, aos US$103/barril, refletindo principalmente o aumento das tensões no Oriente Médio.
Já nos EUA, o S&P 500 registrou leve recuo de 0,45%, enquanto o Dow Jones, com menor concentração em empresas de tecnologia, realizou 4,29%.
No mercado de commodities, o petróleo foi novamente destaque: após o Brent encerrar agosto próximo da estabilidade, a commodity avançou cerca de 13% em setembro, aos US$103/barril, refletindo principalmente o aumento das tensões no Oriente Médio.
Novas previsões macroeconômicas
No dia 25 de setembro, o time de Macroeconomia do Santander publicou uma nova revisão de cenário. Entre as principais mudanças, houve elevação da projeção para o IPCA deste ano, de 4,9% para 5,0%, além de revisões para baixo das estimativas para a taxa Selic e o câmbio em 2026 e 2027.
Para 2026, a projeção de uma Selic terminal em 13,50% passou a se alinhar ao consenso de mercado, segundo o Relatório Focus do Banco Central, enquanto, para 2027, a estimativa do time Macro do Santander permanece acima da mediana do mercado: 12,50%, ante 12,00%.
Para 2026, a projeção de uma Selic terminal em 13,50% passou a se alinhar ao consenso de mercado, segundo o Relatório Focus do Banco Central, enquanto, para 2027, a estimativa do time Macro do Santander permanece acima da mediana do mercado: 12,50%, ante 12,00%.
Em relação ao câmbio, a nova expectativa é de um dólar em R$5,30 ao fim de 2026 e R$5,40 em 2027.
Entre as divulgações econômicas do mês, destaque para o IPCA de agosto, cuja deflação de 0,32% m/m surpreendeu as expectativas do mercado, de -0,29%, levando a inflação acumulada a 3,11% no ano e 4,22% em 12 meses.
Copom reduz Selic pela 5ª vez seguida
Na reunião de 16 de setembro, o Copom decidiu, por unanimidade, reduzir a taxa Selic em 25 bps, para 13,75%, mas manteve uma avaliação cautelosa diante das incertezas no quadro externo, citando em seu comunicado que:
“o ambiente externo permanece incerto em função da indefinição acerca dos conflitos armados no Oriente Médio e da incerteza sobre a política monetária em algumas economias avançadas. Tal cenário exige cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por elevação da volatilidade de preços de ativos e commodities".
O time de macroeconomia do Santander projeta mais um corte de juros em novembro (-25 bps), diante de sinais mais evidentes da transmissão da política monetária e do fortalecimento do real.
Cena política nacional, eleições e debate fiscal
No cenário político, as atenções se concentraram na reta final da campanha para as eleições gerais. Pesquisas divulgadas no fim de setembro passaram a mostrar uma disputa apertada entre o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro, inclusive com empate técnico em simulações de segundo turno.
O primeiro turno ocorre em 4 de outubro, enquanto um eventual segundo turno está marcado para 25 de outubro. A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão termina em 1º de outubro, e a campanha nas ruas pode seguir até às 22h00 do dia 3, véspera da votação.
Ainda no ambiente doméstico, o debate fiscal voltou ao radar dos investidores após o anúncio de medidas do governo federal voltadas à preservação do orçamento das famílias, incluindo a proibição das bets no país, um novo programa de renegociação de dívidas (Desenrola 3.0) e aumento do Bolsa Família.
O primeiro turno ocorre em 4 de outubro, enquanto um eventual segundo turno está marcado para 25 de outubro. A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão termina em 1º de outubro, e a campanha nas ruas pode seguir até às 22h00 do dia 3, véspera da votação.
Ainda no ambiente doméstico, o debate fiscal voltou ao radar dos investidores após o anúncio de medidas do governo federal voltadas à preservação do orçamento das famílias, incluindo a proibição das bets no país, um novo programa de renegociação de dívidas (Desenrola 3.0) e aumento do Bolsa Família.
O mercado passou a incorporar os potenciais impactos dessas iniciativas sobre as contas públicas de 2027.
Segundo cálculos preliminares do governo, o impacto poderia ser da ordem de R$40 bilhões entre dispêndio e renúncia fiscal no próximo ano.
Fed sobe juros depois de 3 anos
Nos Estados Unidos, o Federal Reserve voltou a elevar os juros pela primeira vez desde 2023. Na reunião de 16 de setembro, o Fomc aumentou a taxa básica em 25 bps, para o intervalo entre 3,75% e 4,00% ao ano, em decisão unânime.
O comunicado indicou crescimento econômico sólido e inflação elevada, justificando maior restrição para levá-la à meta de 2%.
As perspectivas também apontam para a possibilidade de aperto adicional: após a reunião, a maioria dos membros do Fed projetava pelo menos mais uma alta de 25 bps ainda em 2026, enquanto as expectativas de mercado passaram a incorporar majoritariamente novos aumentos até o fim do ano.
Conflito no Oriente Médio
No cenário geopolítico, setembro também foi marcado por novas tensões entre Estados Unidos e Irã. As negociações para uma saída diplomática para o conflito seguiram sem resolução, elevando as preocupações relacionadas ao fornecimento de petróleo e ao fluxo pelo Estreito de Ormuz.
No fim do mês, um novo impasse nas negociações voltou a pressionar as cotações, contribuindo para levar o Brent acima de US$ 100 por barril e adicionando preocupações sobre inflação e juros globais.
As tratativas diplomáticas durante o período da Assembleia-Geral da ONU chegaram a alimentar expectativas de uma redução das tensões, mas não produziram uma solução definitiva para o conflito.
Pontos de atenção para Outubro
Nas próximas semanas, as atenções dos investidores devem permanecer concentradas em três principais frentes. No Brasil, o foco estará no resultado das eleições, com o primeiro turno em 4 de outubro e eventual segundo turno no dia 25.
No ambiente corporativo, investidores acompanharão o início da temporada de resultados do terceiro trimestre nos Estados Unidos e, posteriormente, no Brasil.
No exterior, as negociações entre Estados Unidos e Irã continuarão no radar, sobretudo por seus potenciais efeitos sobre:
• Os preços do petróleo.
• A inflação global.
• A trajetória dos juros nas principais economias.
• A inflação global.
• A trajetória dos juros nas principais economias.
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