Atualizado: 04/08/2026 às 15:30
Equipe Investimentos Santander
INVESTIMENTOS
Cenário Doméstico e Internacional | Agosto 2026
O mês de julho foi marcado pela predominância da pauta corporativa, em meio à divulgação dos resultados do segundo trimestre e às expectativas dos investidores em relação às decisões dos principais bancos centrais globais, sobretudo o Federal Reserve.
No Brasil, a agenda do Congresso perdeu intensidade durante as duas semanas de recesso parlamentar, ao mesmo tempo em que o debate eleitoral ganhou força.
No cenário externo, as tensões geopolíticas continuaram a imprimir volatilidade aos mercados, especialmente aos preços do petróleo, diante de um ambiente ainda cercado por incertezas.
No cenário externo, as tensões geopolíticas continuaram a imprimir volatilidade aos mercados, especialmente aos preços do petróleo, diante de um ambiente ainda cercado por incertezas.
Petróleo volta a subir, bolsas americanas estáveis
Após o Brent recuar 21% em junho, a commodity avançou 23% em julho, encerrando o mês próximo a US$ 90/barril.
O S&P 500 e o Dow Jones fecharam próximos da estabilidade, enquanto bolsas com maior peso em tecnologia recuaram.
O S&P 500 e o Dow Jones fecharam próximos da estabilidade, enquanto bolsas com maior peso em tecnologia recuaram.
O índice Nasdaq terminou o mês em queda de 6,6%.
Contudo, o principal destaque foi o índice Kospi, da Coreia do Sul, que caiu 22% em julho – movimento ainda insuficiente para apagar a alta de 56% acumulada no ano.
Ibovespa fecha em alta
No Brasil, o Ibovespa fechou o mês em alta de 3,47%. O último pregão de julho, no entanto, foi marcado por um problema operacional, que atrasou em três horas a abertura das negociações na B3.
O investidor estrangeiro interrompeu a sequência de saídas líquidas observada nos meses anteriores e acumulou saldo positivo de R$ 2,1 bilhões até 30 de julho.
Embora ainda não seja possível afirmar que houve uma reversão de tendência, o movimento pode refletir uma leve rotação global de recursos, da Ásia para o Brasil – ou, ao menos, uma recomposição parcial de posições no mercado local.
O investidor estrangeiro interrompeu a sequência de saídas líquidas observada nos meses anteriores e acumulou saldo positivo de R$ 2,1 bilhões até 30 de julho.
Embora ainda não seja possível afirmar que houve uma reversão de tendência, o movimento pode refletir uma leve rotação global de recursos, da Ásia para o Brasil – ou, ao menos, uma recomposição parcial de posições no mercado local.
Pauta política nacional
Em julho, o Congresso Nacional entrou em recesso entre os dias 18 e 31, reduzindo a intensidade da agenda legislativa em Brasília.
Por outro lado, a proximidade das eleições aumentou a centralidade do cenário político.
As convenções partidárias, iniciadas em 20 de julho, intensificaram-se na última semana do mês e seguem até 5 de agosto, período em que partidos e federações formalizam candidaturas, definem chapas e consolidam alianças nacionais e estaduais.
Em agosto, o principal ponto de atenção será a conclusão dessas negociações, especialmente a escolha de candidatos a vice, a composição das coligações majoritárias e os acordos regionais.
Também deverão ser monitorados o registro oficial das candidaturas, cujo prazo termina em 15 de agosto, e o início da propaganda eleitoral nas ruas e na internet, autorizado a partir do dia 16.
Em agosto, o principal ponto de atenção será a conclusão dessas negociações, especialmente a escolha de candidatos a vice, a composição das coligações majoritárias e os acordos regionais.
Também deverão ser monitorados o registro oficial das candidaturas, cujo prazo termina em 15 de agosto, e o início da propaganda eleitoral nas ruas e na internet, autorizado a partir do dia 16.
Esses marcos devem elevar a exposição dos candidatos, intensificar a divulgação de pesquisas e aumentar a polarização do debate público.
No Legislativo, a retomada deverá ocorrer em ritmo concentrado, com votações previstas entre 10 e 14 de agosto e, posteriormente, entre 31 de agosto e 3 de setembro.
Será importante acompanhar a capacidade de articulação do governo e o avanço de propostas com potencial impacto fiscal, econômico ou trabalhista, como a PEC que propõe o fim da escala 6x1 e o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027.
Será importante acompanhar a capacidade de articulação do governo e o avanço de propostas com potencial impacto fiscal, econômico ou trabalhista, como a PEC que propõe o fim da escala 6x1 e o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027.
Temporada de balanços 2T26
No campo corporativo, a temporada de resultados do 2T26 no Brasil foi inaugurada com o balanço da WEG, no último dia 22.
Contudo, até a publicação deste conteúdo, menos de 10% das companhias cobertas pelo Santander Research haviam reportado seus balanços.
Contudo, até a publicação deste conteúdo, menos de 10% das companhias cobertas pelo Santander Research haviam reportado seus balanços.
Para o nosso universo de cobertura, esperamos crescimento médio de ≈10% da receita líquida, ≈23% no Ebitda e ≈20% no lucro líquido, todos em base anual.
Os setores ligados a commodities devem ser o principal motor do crescimento dos resultados, especialmente Petróleo & Gás, beneficiados por um ambiente de preços mais favorável ao longo do trimestre, registrando crescimento médio de ≈11% da receita líquida e ≈33% do EBITDA.
Para os setores domésticos, esperamos crescimento médio de ≈10% a/a da receita líquida, ≈8% do EBITDA e ≈10% do lucro líquido.
Embora o crescimento dos resultados deva permanecer saudável, o ritmo tende a moderar em relação ao 1T26, refletindo um ambiente ainda desafiador, com taxas de juros reais elevadas e condições de crédito mais restritivas.
Para os setores domésticos, esperamos crescimento médio de ≈10% a/a da receita líquida, ≈8% do EBITDA e ≈10% do lucro líquido.
Embora o crescimento dos resultados deva permanecer saudável, o ritmo tende a moderar em relação ao 1T26, refletindo um ambiente ainda desafiador, com taxas de juros reais elevadas e condições de crédito mais restritivas.
Guerra comercial se intensifica
Nos EUA, o relatório final do Escritório do Representante de Comércio (USTR) resultou na adoção de uma nova estrutura tarifária global, com sobretaxas de 10% a 12,5% sobre produtos provenientes de 60 economias, em vigor desde 24 de julho.
A alíquota de 10% foi aplicada a 17 parceiros que já adotaram ou se comprometeram a adotar restrições à importação de bens produzidos com trabalho forçado, enquanto a tarifa de 12,5% foi imposta às demais economias investigadas – como no caso do Brasil.
Antes disso, no dia 15, os Estados Unidos já haviam confirmado a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre determinados produtos brasileiros, sob a alegação de práticas comerciais consideradas desleais pelo governo norte-americano.
Embora a lista de exceções seja extensa e contempla itens relevantes, como carne bovina, café, suco de laranja, petróleo e celulose, o governo brasileiro repudiou a medida, o que contribuiu para o agravamento das tensões comerciais entre os dois países.
A alíquota de 10% foi aplicada a 17 parceiros que já adotaram ou se comprometeram a adotar restrições à importação de bens produzidos com trabalho forçado, enquanto a tarifa de 12,5% foi imposta às demais economias investigadas – como no caso do Brasil.
Antes disso, no dia 15, os Estados Unidos já haviam confirmado a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre determinados produtos brasileiros, sob a alegação de práticas comerciais consideradas desleais pelo governo norte-americano.
Embora a lista de exceções seja extensa e contempla itens relevantes, como carne bovina, café, suco de laranja, petróleo e celulose, o governo brasileiro repudiou a medida, o que contribuiu para o agravamento das tensões comerciais entre os dois países.
Fed não altera os juros mais uma vez
No último dia 29, o FOMC anunciou uma decisão em linha com a projeção majoritária do mercado, mantendo os Fed Funds em 3,50%-3,75%.
A decisão, contudo, não foi unânime, registrando três votos dissidentes em favor de uma elevação de 25 bps na taxa de juros.
O mercado segue projetando alta na taxa de juros a partir da próxima reunião do Fed (16 de setembro): segundo o Fed Watch, do CME Group, a projeção majoritária de juros terminais em 2026 é de 3,75%-4,00%, o que embute ao menos mais uma alta de 25 bps.
O Banco da Inglaterra (BoE) também optou por manter os juros em 3,75%, no último dia 30, em decisão dividida por 6 votos a 3, com três membros defendendo uma alta de 25 bps, diante de uma inflação que segue acima da meta de 2%.
No último dia de julho, o Banco Central do Japão (BoJ) também manteve os juros em 1%, em linha com o esperado, mas em uma decisão com um voto dissidente.
O Banco da Inglaterra (BoE) também optou por manter os juros em 3,75%, no último dia 30, em decisão dividida por 6 votos a 3, com três membros defendendo uma alta de 25 bps, diante de uma inflação que segue acima da meta de 2%.
No último dia de julho, o Banco Central do Japão (BoJ) também manteve os juros em 1%, em linha com o esperado, mas em uma decisão com um voto dissidente.
Expectativa para a reunião do Copom
No Brasil, após o Copom reduzir a taxa Selic em 25 bps, para 14,25%, em 17 de junho, o mercado aguarda a próxima decisão, prevista para 5 de agosto.
A expectativa é de um corte adicional de 25 bps, que, se confirmado, marcará a quarta redução consecutiva do atual ciclo de afrouxamento monetário.
Vale notar que o Relatório Focus do Banco Central, publicado em 3 de agosto, reduziu a projeção de Selic terminal para 13,75% (vs. 14,00% anteriormente), agora em linha com a projeção da equipe de macroeconomia do Santander.
Radar doméstico e internacional em agosto
Nos próximos dias, o radar doméstico estará voltado para a decisão do Copom, em 5 de agosto, e para o avanço do calendário eleitoral.
O período de propaganda dos candidatos começa em 16 de agosto, enquanto o horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão tem início no dia 28.
Também será importante acompanhar a retomada dos trabalhos no Congresso, com expectativa de continuidade da tramitação da PEC que propõe o fim da escala de trabalho 6x1, além da apresentação do PLOA de 2027 no fim do mês.
No campo corporativo, a temporada de balanços do 2º trimestre de 2026 prossegue até o dia 14.
Nos Estados Unidos, a divulgação dos resultados também entra na reta final, e os investidores deverão continuar acompanhando de perto o desempenho das empresas do setor de tecnologia.
No campo corporativo, a temporada de balanços do 2º trimestre de 2026 prossegue até o dia 14.
Nos Estados Unidos, a divulgação dos resultados também entra na reta final, e os investidores deverão continuar acompanhando de perto o desempenho das empresas do setor de tecnologia.
A evolução dos indicadores macroeconômicos – especialmente de inflação, mercado de trabalho e atividade econômica – será essencial para calibrar as expectativas do mercado.
Por fim, como pano de fundo, os desdobramentos geopolíticos continuarão ditando o humor dos investidores a nível global.
Quer saber mais e como posicionar seu portfólio neste cenário? Acesse agora o relatório completo com as recomendações de investimentos selecionados pelos nossos especialistas:
Quer saber mais e como posicionar seu portfólio neste cenário? Acesse agora o relatório completo com as recomendações de investimentos selecionados pelos nossos especialistas:





