investimentos antes do ano acabar
INVESTIMENTOS
Cenário Doméstico e Internacional | Maio 2026
Volatilidade global e o realinhamento das expectativas domésticas.
O mês de abril transcorreu sob o signo da indefinição.

No cenário global, embora tenha sido alcançado um cessar-fogo temporário no conflito no Oriente Médio, a trégua se mostrou frágil e condicionada a negociações ainda em curso.

Ao mesmo tempo, persistem focos de tensão com potencial de escalada, especialmente diante das incertezas envolvendo o Estreito de Ormuz, cujo bloqueio naval atual eleva os riscos para cadeias de suprimento e pressiona os preços de energia.

Esse ambiente mantém os mercados em compasso de espera, com maior volatilidade e sensibilidade a eventos geopolíticos, enquanto investidores e governos monitoram os desdobramentos diplomáticos e militares nas próximas semanas.
No Brasil, esse ambiente de incerteza se refletiu em um Ibovespa praticamente estável no mês, com leve recuo de 0,08%, após renovar sua máxima histórica de fechamento (198.657 pontos).
A primeira quinzena de abril foi marcada por forte entrada de capital estrangeiro na B3, motivada por uma rotação de portfólios globais em busca de mercados líquidos, geograficamente protegidos de conflitos armados, e exportadores líquidos de commodities (incluindo petróleo).

Contudo, o movimento perdeu força na segunda metade do mês, à medida que gestores de recursos reduziram sua sobrealocação em Brasil e voltaram a investir na Ásia.

Ainda assim, as saídas não foram suficientes para anular o saldo positivo no período: até 29 de abril, o fluxo líquido estrangeiro permaneceu positivo em R$4,9 bilhões no mês e R$58,3 bilhões no acumulado do ano, o que explica, em parte, o dólar mais fraco e abaixo do suporte de R$5,00 nos últimos pregões.
Em contraste, as bolsas dos EUA (média de S&P 500, Dow Jones e Nasdaq) avançaram 10,9% em abril; Europa, 4,3% (média de FTSE, CAC e DAX), e os índices Nikkei (Japão) e Shanghai (China) avançaram 16,1% e 5,7%, respectivamente.
Com o prolongamento do conflito além do inicialmente previsto, os investidores passaram a, paulatinamente, redirecionar suas atenções para outros vetores, com destaque para a temporada de resultados do primeiro trimestre de 2026, ainda em andamento no Brasil e nos Estados Unidos.

Por aqui, as divulgações se estendem até o dia 20 de maio e a expectativa para o universo de cobertura do Santander Research é de um aumento médio de aproximadamente 7% na receita líquida e por volta de 10% no EBITDA, ambos na comparação anual. O lucro líquido, no entanto, deve recuar cerca de 5% a/a, refletindo principalmente resultados mais fracos em setores ligados a commodities, onde os lucros são mais voláteis e sensíveis à dinâmica de preços.

Para os setores domésticos, estimamos crescimento médio próximo de11% a/a na receita líquida, 13% no EBITDA e 10% no lucro líquido, representando uma desaceleração em relação ao crescimento de 14% reportado no 4T25.
No âmbito de política monetária no Brasil, o BCB promoveu um novo corte de 25 bps na reunião do COPOM do dia 29 de abril, levando a taxa Selic a 14,50% ao ano, em linha com o esperado.
Antes do recente choque externo, o mercado precificava um ciclo de cortes de cerca de 300 bps neste ano; atualmente, a curva indica um afrouxamento mais moderado, de aproximadamente 100 bps, refletindo maior incerteza e uma postura monetária mais cautelosa. Apesar das revisões altistas de inflação e juros pelo consenso de mercado recentemente, a equipe Macro do Santander projeta a taxa Selic em 12,50% ao fim de 2026 e 12,00% ao fim de 2027.

Nos EUA, e influenciados pelo mesmo contexto internacional, os membros do FOMC optaram por manter os Fed Funds no patamar atual de 3,50-3,75% na última reunião do comitê, em 29 de abril.

Por lá, os investidores seguem precificando juros terminais no patamar atual ao fim deste ano, o que implica em nenhum corte previsto pelos próximos meses. Além do ciclo de flexibilização monetária, os agentes de mercado seguem atentos à composição do FED. Com o fim do mandato de Jerome Powell como presidente da instituição, Kevin Warsh deverá assumir o posto em maio, após votação no Senado americano.
Ambiente político
No campo político local, as primeiras reações à agenda pré-eleitoral ganham destaque, com as pesquisas de intenção de voto indicando um cenário de empate técnico entre o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro.

Além disso, dois acontecimentos registrados no último dia 29 passam a ser observados com maior atenção quanto às consequências sob a dinâmica de forças no tabuleiro político:
• o plenário do Senado Federal vetou a indicação do nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal;
• o Congresso rejeitou o veto do Executivo ao projeto da dosimetria, que diminui as penas aplicadas aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023.
Em maio, uma das principais pautas em tramitação na Câmara dos Deputados será a PEC do fim da escala 6x1, que se encontra em estágio de deliberação política após ter sua admissibilidade aprovada na CCJ.

O tema ganhou centralidade no debate público, mas ainda enfrenta divergências sobre seu formato final. Agora, a proposta será discutida em comissão especial antes de seguir para votação em dois turnos no plenário da Câmara e, posteriormente, no Senado. Por se tratar de emenda constitucional, a aprovação exige quórum qualificado, o que indica um processo legislativo ainda longo e sujeito a negociações intensas.
Com as próximas reuniões do FOMC e do Copom previstas apenas para 17 de junho, a atenção dos investidores tende a se voltar para uma agenda mais diversificada.
Os desdobramentos do conflito no Oriente Médio permanecem como um pano de fundo relevante, enquanto a divulgação de indicadores econômicos e dos resultados corporativos do 1T26 ganha protagonismo.

No cenário doméstico, a proximidade das eleições presidenciais adiciona uma camada de atenção, refletida no acompanhamento das pesquisas de intenção de voto e na evolução das pautas em Brasília.
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