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INVESTIMENTOS
Cenário Doméstico e Internacional | Abril 2026
A geopolítica dominou o cenário em março, elevando a volatilidade do mercado e impulsionando o preço do petróleo em cerca de 50%.
Esse movimento reflete, em grande medida, a relevância do Estreito de Ormuz como um corredor estratégico para o comércio global de energia, por onde transita aproximadamente 20% do petróleo consumido no mundo, além de volumes relevantes de gás natural liquefeito (GNL). 

Qualquer ameaça à navegação na região – seja por tensões militares, ataques a embarcações ou restrições operacionais – eleva substancialmente os prêmios de risco e os custos de seguro marítimo, além de forçar desvios logísticos que aumentam o tempo e o custo do transporte. 

Como consequência, há impacto direto nas cadeias globais de suprimentos, com reflexos sobre preços de combustíveis, custos industriais e pressões inflacionárias mais amplas. 

Nesse contexto, a incerteza quanto à continuidade do fluxo energético deteriorou o sentimento dos investidores globais no mês, pressionando ativos de risco e forçando movimentos de aversão ao risco nos mercados internacionais.
Bolsas internacionais
No exterior, as bolsas tiveram o seguinte fechamento em março: 

EUA (média de S&P 500, Dow Jones e Nasdaq): - 5,1%
Europa (média de FTSE, CAC e DAX): -8,6%
Japão (Nikkei): -13,2%
China (Shanghai): -6,5%
Emirados Árabes Unidos (Dubai Geral, DFMGI): -16,4%
Catar (MSCI Qatar): -8,6% 
Por outro lado, no Brasil, o Ibovespa apresentou desempenho relativamente mais resiliente em relação aos pares globais, com recuo de 0,7% em março.
A menor magnitude da queda foi sustentada pelo fluxo estrangeiro, que acumulou compras líquidas de R$ 9,5 bilhões no mês e de R$ 51,2 bilhões em 2026 (até 30 de março).
Super Quarta
A aversão ao risco também repercutiu nas expectativas para os próximos passos da política monetária. 
Apesar de decisões em linha com o esperado na “Super Quarta”, em 18 de março, o mercado revisou de forma significativa a trajetória esperada para as taxas de juros. 
• O Federal Reserve manteve os juros inalterados na faixa de 3,50–3,75% ao ano.
• O Banco Central do Brasil promoveu corte de 25 bps na Selic para 14,75% ao ano, após quase dois anos em 15%.

Se antes se projetava a retomada do ciclo de cortes pelo Fed já entre junho e julho, as expectativas foram postergadas para o início de 2027, segundo dados do CME Group, refletindo o aumento das incertezas e das pressões inflacionárias decorrentes do conflito no Oriente Médio.

No Brasil, a curva DI de juros futuros precifica uma Selic terminal em cerca de 13,6% neste ano, reduzindo por mais da metade o orçamento de cortes precificados antes do início do conflito (de 300 bps para 140 bps).
Novas reuniões do FOMC e do Copom
Em abril, as reuniões do FOMC (Comitê Federal de Mercado Aberto) do Fed e do Copom (Comitê de Política Monetária) estão agendadas para o fim do mês, no dia 29. 

Até lá, os desdobramentos do conflito no Oriente Médio devem continuar ditando o rumo dos mercados e moldando a percepção dos investidores, especialmente por meio de seus impactos sobre os preços de energia e a volatilidade global. 

Além disso, a agenda de indicadores ganha relevância, com divulgações-chave de inflação e atividade – tanto nos EUA quanto no Brasil – que ajudarão a calibrar as expectativas para a trajetória de juros à frente.
Nos EUA, dados de mercado de trabalho e inflação ao consumidor serão centrais para avaliar o timing da eventual retomada de cortes de juros pelo Fed.
Já no Brasil, leituras de inflação, atividade e mercado de trabalho seguirão sendo determinantes para a condução da política monetária, especialmente diante de um cenário ainda marcado por inflação resiliente.
Alta no preço dos combustíveis
No dia 12 de março, o governo brasileiro anunciou três medidas com o objetivo de atenuar o impacto da alta dos preços internacionais do petróleo sobre o diesel doméstico, após a recente valorização do petróleo do tipo Brent. 

O pacote incluiu: 
1 - Decreto 12.875: que zera as alíquotas federais de PIS/Cofins sobre o diesel (tanto importado quanto vendido no mercado interno), equivalente a R$0,32/litro.
2 - Medida Provisória (MP) 1.340: cria um subsídio temporário de R$0,32/litro para produtores e importadores de diesel, concedido apenas às empresas que se comprometerem formalmente a repassar integralmente o benefício aos preços finais ao consumidor, cabendo à ANP monitorar o cumprimento.
3 - Decreto 12.876: estabelece mecanismos adicionais de transparência e fiscalização para coibir especulação de preços ao longo da cadeia de combustíveis.
Para compensar o custo fiscal estimado das medidas, o governo também instituiu, por meio da MP 1.340, um imposto temporário de 12% sobre a exportação de petróleo bruto, buscando capturar parte do ganho extraordinário decorrente da alta dos preços internacionais. 
As medidas imediatas e temporárias (até o fim do ano) focam no diesel, visando reduzir seu impacto inflacionário na logística e alimentos.
Contenção da alta do diesel
A possibilidade de uma greve nacional de caminhoneiros ganhou força na segunda quinzena de março, em meio à escalada dos preços do diesel na bomba e à insatisfação com margens de frete, embora não tenha se concretizado até o momento. 

Como resposta, o Ministério da Fazenda propôs aos estados a zeragem do ICMS sobre a importação de diesel, buscando mitigar a pressão sobre os preços e reduzir o risco de paralisações. 
Segundo uma nota conjunta do Ministério da Fazenda e do Comsefaz, mais de 80% dos estados já sinalizaram positivamente para aderir à proposta de subvenção ao diesel.
Apesar da ausência de uma paralisação efetiva dos caminhoneiros, o episódio elevou o nível de atenção do mercado para a sensibilidade da cadeia logística brasileira a choques de custos no transporte rodoviário, responsável por grande parte da distribuição de bens no país.
Indicadores econômicos locais
Os indicadores locais de inflação e atividade econômica apresentaram um quadro de pressões inflacionárias persistentes no curto prazo, apesar de sinais mistos na atividade.

IPCA-15 (prévia de março):

‍• 
A inflação desacelerou para 0,44% m/m (vs. 0,84% em fevereiro), mas veio acima das expectativas (0,29%).
• Isso reforça a percepção de uma inflação ainda pressionada.
• As maiores altas foram nos grupos Alimentação e Bebidas (+0,88%) e Despesas Pessoais (+0,82%), indicando continuidade das pressões em itens sensíveis.

IPCA cheio (fevereiro):

• 
O índice surpreendeu para cima: 0,70% m/m e 3,81% a/a (vs. estimativas de 0,63% m/m e 3,74% a/a).
• O grupo Educação foi o principal responsável, com alta de 5,21% e o maior impacto no índice (0,31 p.p.), devido a reajustes sazonais de início de ano.

Atividade e mercado de trabalho:

Outros indicadores reforçaram um cenário de atividade resiliente, mas com sinais de cautela.
A taxa de desemprego permaneceu em níveis historicamente baixos (5,8% no trimestre móvel encerrado em fevereiro).
• Houve uma leve alta na margem (vs. 5,4% até janeiro), atribuída ao fim das vagas temporárias.
Novas projeções para a economia em 2026 e 2027
No dia 27 de março, o time de macroeconomia do Santander publicou uma atualização das projeções para 2026 e 2027

Entre as principais alterações:

• IPCA esperado para este ano: 4,5% (vs. 3,7% anteriormente).
Taxa Selic terminal de 2026: projetada em 12,50% (vs. 12,00% anteriormente) e em 12,00% para 2027 (vs. 11,50%).
Câmbio (dólar): sofreu revisões baixistas para R$ 5,60 (vs. R$ 5,90) e R$ 5,70 (vs. R$ 6,00), para 2026 e 2027, respectivamente. 
PIB: em ambos os períodos foi mantido inalterado em 1,5% e 1,0%, respectivamente. 
Como mencionado no relatório, a revisão de cenário foi especialmente influenciada por nova avaliação para o petróleo no curto prazo.
Passamos a incorporar preços mais elevados da commodity, com o Brent permanecendo acima de US$ 100 por barril por um período mais prolongado

O petróleo mais alto tende a melhorar os termos de troca e receitas fiscais, dando suporte relativo ao real. Ainda assim, o déficit em conta corrente segue elevado, o impulso fiscal permanece relevante e ainda vemos depreciação gradual do real adiante.
Ambiente político e pré-eleitoral
Em Brasília, a tramitação da PEC que propõe o fim da escala de trabalho 6x1 segue como tema de atenção. 

A proposta será analisada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, antes de avançar para eventual votação em plenário, e tem gerado debates relevantes sobre seus potenciais impactos no mercado de trabalho, produtividade e custos para as empresas, especialmente em setores intensivos em mão de obra. 

Paralelamente, o ambiente pré-eleitoral adicionou uma camada adicional de complexidade, em meio a divulgação de pesquisas de intenção de voto e entrevistas com potenciais candidatos à presidência.
Temporada de balanços finalizada
A temporada de balanços corporativos do 4º trimestre de 2025, que teve início em fevereiro, encerrou-se no fim de março. 

No último trimestre do ano, as empresas sob cobertura do Santander Research Brasil registraram crescimento consolidado de 5% da receita líquida, 2% do Ebitda e 13% do lucro líquido, em base anual.
No geral, as empresas domésticas continuaram a superar os setores ligados a commodities.
Os principais números que evidenciam isso são:

Ebitda acelerando para 13,3% a/a (vs. 8,7% a/a no 3T25), enquanto os setores relacionados a commodities mostraram uma reversão de momentum, com o Ebitda recuando 4,9% a/a no 4T25 (vs. +2,1% a/a no 3T25). 

• Cerca de 46% das companhias reportaram Ebitda  em linha com nossas expectativas, enquanto aprox. 28% vieram acima (comparando os números com as estimativas de nossas equipes para as empresas sob cobertura). 

Lucro líquido: cerca de 42% das empresas superaram nossas estimativas, enquanto aproximadamente 36% ficaram abaixo.

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