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INVESTIMENTOS
Cenário Doméstico e Internacional | Fevereiro 2026
No primeiro mês do ano, os ativos locais registraram desempenho notadamente positivo, com o forte ritmo de apreciação superando recordes recentes.
Em janeiro, o Ibovespa avançou 12,56% e renovou sua máxima histórica, alcançando 184.691 pontos em 28 de janeiro.

Mesmo sem cortes de juros pelo Banco Central – com a taxa Selic ainda em 15,00% – e na ausência de notícias locais capazes de justificar a alta, sustentada pelo fluxo de capital estrangeiro, que acumulou compras líquidas de R$25,3 bilhões até 29 de janeiro.

Dessa maneira, o movimento foi impulsionado por uma rotação de recursos saindo de países desenvolvidos (especialmente dos EUA) em direção aos mercados emergentes. A grande questão, no entanto, é se esse desempenho será sustentável, especialmente diante das incertezas no cenário global e doméstico.
Indicadores econômicos
Entre os indicadores da economia brasileira, a inflação medida pelo IPCA avançou 0,33% na comparação mensal e 4,27% em termos anuais em dezembro.

Já a prévia de janeiro, o IPCA-15, indicou desaceleração para 0,20% m/m (ante 0,25% em dezembro), ficando abaixo da mediana das expectativas, de 0,23%.

O mercado de trabalho, por sua vez, segue resiliente: a taxa de desemprego, medida pela PNAD Contínua (IBGE), atingiu em dezembro o menor nível da série histórica, em 5,1%, ante 5,2% em novembro.
Super Quarta
Em janeiro, a política monetária também ocupou papel central, com as decisões do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), nos Estados Unidos, e do Copom (Comitê de Política Monetária) anunciadas na última semana de janeiro. 
Tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil, as decisões vieram em linha com o esperado, mantendo os Fed Funds na faixa de 3,50%–3,75% e a taxa Selic em 15,00%. 
No entanto, a decisão do FOMC não foi unânime, com Stephen Miran e Christopher Waller votando por um corte de 25 pontos-base.

Embora o Federal Reserve tenha evitado sinalizar explicitamente os próximos passos, o mercado segue projetando ainda dois cortes de juros em 2026.

Já a decisão do Copom foi unânime, e as expectativas estão ancoradas no início do ciclo de flexibilização monetária na próxima reunião, em março – sinalização feita, inclusive, pelo próprio comunicado e pela ata do comitê.

Sobre os próximos passos do Fed, vale mencionar que:
  • A mediana do dot plot deixa espaço para apenas um corte de juros em 2026 e um corte em 2027, em linha com a última publicação de setembro.
  • O consenso de mercado (segundo a ferramenta de acompanhamento do CME Group) projeta um corte de 25 bps em junho de 2026 e um corte de 25 bps em outubro/2026, com Fed Funds terminais de 3,00-3,25%.
Além disso, a nova composição do FOMC tende a ganhar relevância: em maio, encerra-se o mandato de Jerome Powell na presidência do Federal Reserve, que será substituído por Kevin Warsh, indicado oficialmente por Donald Trump no último dia 30. Cabe ressaltar que Warsh ainda deverá passar por sabatina no Senado antes de assumir o cargo.
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Pauta política e internacional
Como esperado, a pauta política no Brasil mostrou-se mais arrefecida no último mês, com destaque para as pesquisas de intenção de voto, em meio ao início da construção do cenário eleitoral.
Com a retomada dos trabalhos legislativos em 2 de fevereiro, no entanto, as agendas do Congresso tendem a ganhar protagonismo.
Ainda que 2026 seja um ano eleitoral, o que naturalmente mantém o foco sobre os presidenciáveis, o Congresso deverá avançar na tramitação de matérias relevantes, como o PL Antifacção, voltado ao combate do crime organizado; a PEC da Segurança Pública e a continuidade da regulamentação da reforma tributária.

No âmbito comercial, merece destaque a aprovação do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, no dia 9. Inicialmente, a assinatura estava prevista para o dia 20 de dezembro, durante a Cúpula do Mercosul, em Foz do Iguaçu (PR), mas foi adiada pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em meio a resistências políticas internas no bloco europeu, com manifestações contrárias em países como França e Itália.

Apesar do adiamento – e do longo caminho ainda necessário até sua implementação –, o acordo segue sendo considerado estratégico, com potencial para ampliar os fluxos comerciais, aprofundar a integração econômica entre os blocos e consolidar uma das maiores áreas de livre comércio do mundo.
Eventos geopolíticos
No campo geopolítico, ganhou destaque a invasão da Venezuela pelos Estados Unidos e a prisão do presidente Nicolás Maduro, ocorridas no dia 3 de janeiro. Na mesma data, o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que os EUA irão liderar o país até que se concretize uma transição política considerada adequada.

Apesar de a Venezuela deter uma das reservas de petróleo mais estratégicas do mundo, o impacto imediato sobre os contratos futuros da commodity foi limitado, com o Brent e o WTI oscilando entre leves altas e baixas na sessão subsequente. Ainda assim, ao longo de janeiro, ambas as referências acumularam altas expressivas, de 16,1% e 13,5%, respectivamente.

Além disso, Trump também fez comentários sobre uma possível anexação da Groenlândia, chegando a sugerir a imposição de novas tarifas a países que eventualmente se opusessem à iniciativa.

Conforme destacou o time de macroeconomia do Santander, “posteriormente, o tom foi amenizado após reuniões com lideranças da OTAN e da suspensão de tarifas a países europeus, reduzindo o risco de escalada no curto prazo e trazendo alívio aos mercados. Nesse contexto, o dólar perdeu força globalmente, enquanto os juros dos títulos americanos (Treasuries) permaneceram pressionados”.
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No Irã, por sua vez, persistem protestos internos em um ambiente de elevada incerteza quanto à possibilidade de uma ação militar no país.

Nos últimos dias do mês, os Estados Unidos enviaram um porta-aviões e frotas de apoio para bases militares no Oriente Médio, reforçando sua presença na região e elevando o nível de cautela nos mercados internacionais.
Pontos de atenção
Em fevereiro, tem início a temporada de balanços do 4º trimestre das empresas brasileiras, janela que se estende até o dia 31 de março.
A retomada dos trabalhos no Congresso Nacional também ficará em destaque, assim como as pesquisas de intenção de voto, enquanto a pauta de política monetária ganha uma “pausa”, uma vez que as próximas reuniões do Copom e do FOMC ocorrem apenas em 18 de março.

No cenário global, as tensões geopolíticas seguem dominantes, diante da ausência de desfechos claros nos casos do Irã, da guerra na Ucrânia, da Venezuela e da Groenlândia.

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